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Entenda como a análise preditiva usa BI para otimizar seu marketing

O segredo para que um empreendimento se destaque dos concorrentes é estar um passo à frente deles. O ato de surpreender os clientes e antecipar-se aos problemas é inerente a uma gestão eficaz. Um gestor capacitado é aquele que consegue prever as tendências do negócio, assim, ele atua na causa-raiz antes que se tenha um impacto negativo. Prevenir sempre é o melhor remédio.

Com o avanço da tecnologia, a gestão preditiva tem ganhado mais aliados: o Big Data e o Business Intelligence. Essas ferramentas podem ser agregadas a diversos processos, sendo cruciais para que ações de marketing, por exemplo, conquistem resultados extraordinários.

Isso porque, com o alto fluxo de dados gerados, é possível identificar tendências e criar planos de ações para elas. Sendo assim, confira, neste artigo, como a análise preditiva pode impulsionar sua estratégia de marketing!

Análise preditiva

Não adianta ter uma base robusta de dados sem trabalhá-los de forma analítica. A análise preditiva consiste em uma técnica estatística com o objetivo de identificar tendências de um processo.

Basicamente, ela utiliza dados para mapear o comportamento de variáveis. Assim, as empresas conseguem se antecipar, melhorar a experiência do consumidor e do colaborador, reduzir custos e otimizar sua performance.

A análise preditiva é o resultado da inovação tecnológica. Além da estatística, ela engloba outras ferramentas, como a mineração de dados e a inteligência artificial. A mineração de dados é um processo em que se promove a exploração de uma base grande de dados para descobrir padrões, enquanto a inteligência artificial imita a humana por meio de recursos computacionais, como softwares.

O machine learning (aprendizado da máquina) é um desdobramento da inteligência artificial e já é uma realidade no relacionamento das empresas com os seus consumidores. Ele é fundamentado na premissa de que um computador pode tomar decisões similares às humanas por meio da análise de dados. Esse recurso é utilizado, por exemplo, no uso de bots (robôs) para o atendimento ao cliente em canais virtuais.

Big Data

Esse termo em inglês se refere ao grande volume de dados gerados por um negócio, já consolidados ou não. O importante, aqui, é saber tratar essa base e transformá-la em informação relevante para as tomadas de decisões estratégicas de uma marca. O conceito é alicerçado nos chamados cinco Vs — volume, velocidade, variedade, veracidade e valor.

Volume

É possível coletar informações por canais diversos, o que gera um alto volume de dados. Isso pode ter como origem as relações comerciais, as mídias sociais e a Internet das Coisas (IoT).

Há outras formas de se captar informações que podem ser usadas no planejamento de marketing do seu negócio, mas essas são as que mais geram dados que, ao serem transformados, podem identificar o perfil do seu usuário e apontar as tendências de consumo.

Velocidade

Resultados da Internet das Coisas e de sua capacidade de reunir um volume expressivo de dados em pouco tempo, as bases de informações chegam às empresas de forma ágil. É importante estar preparado para tratar essas informações nesse mesmo ritmo e não perder o desenvolvimento sincrônico de ações importantes.

Variedade

Como os dados provêm de canais diversos e distintos, as bases chegam em diferentes formatos. O time de inteligência do negócio deve estar apto para conseguir identificar informações que se correlacionam e que, juntas, podem ser usadas para alavancar a sua estratégia de marketing.

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Veracidade

É importante ter muitas informações sobre o seu negócio? Sim! Mas é crucial garantir que elas sejam verídicas. Caso contrário, você colocará em risco todos os planejamentos. A veracidade está muito ligada à variedade: consolidar o elo entre as bases, identificar a conexão entre elas, para ter precisão nos elementos que serão usados nas tomadas de decisões.

Valor

Gerar valor é um dos pilares de qualquer organização. O Big Data precisa ser utilizado com esse viés, já que não adianta gastar energia, tempo e recursos humanos com informações que não têm importância para o negócio.

Nesse conceito, a ideia central é saber formular as perguntas certas e, assim, conseguir definir o que é insumo relevante ou não.

Business Intelligence

O Bussiness Intelligence (BI), ou inteligência de negócio, é uma prática que utiliza as tecnologias para organizar o volume gerado pelo Big Data. Por ser um diferencial competitivo, muitas empresas estão desenvolvendo setores internos para cuidar especificamente de BI. O foco desse processo é tornar as bases geradas mais legíveis — transformar os dados para uma linguagem de leitura fácil, intuitiva e fluida.

Os benefícios do BI são muitos. Os notórios e de maior impacto são a sua relevância na análise preditiva, a capacidade de lidar com o Big Data, o ganho em produtividade e o impacto visível nos resultados das estratégias comerciais das empresas.

Trabalhar com a inteligência de negócio não é algo restrito às gigantes corporações — existem programas baratos e eficientes. Para fazer a sua análise preditiva, é necessário seguir algumas etapas. Confira-as abaixo.

Crie objetivos e metas

Essa etapa é extremamente importante para evitar o gasto de dinheiro, de tempo e de energia com dados que não serão relevantes para o negócio. Se a sua estratégia de marketing quer melhorar a conversão de vendas, por exemplo, é preciso identificar pontos-chave nesse processo, como em qual etapa os consumidores estão “desistindo” da compra. Assim, é possível otimizar seu desempenho.

Colete as bases de dados

Como dito, há uma gama de fontes que podem ser usadas para coletar os seus dados. A escolha delas se dará conforme os seus objetivos. No marketing, as fontes mais comuns são as bases internas de relações comerciais, as redes sociais e o site da empresa. Estude quem é a sua persona e quais são as metas para definir de onde os dados virão.

Analise para gerar valor

Consolide a sua base, identificando os dados em conjunto, e defina as variáveis. A ferramenta mais utilizada para isso é o Excel. Porém, no caso de bases muito extensas, mesmo após tratadas, é interessante importá-las para o Power Bi e trabalhar a leitura gráfica por essa ferramenta. A construção do painel não é difícil e não causa lentidão ao computador, já que as informações ficam na rede.

Monitore o modelo analítico

Quando a análise é feita, é criado um modelo analítico que será o padrão para determinado objetivo. Com os recursos dos programas e as suas fórmulas, o cálculo estatístico é feito automaticamente. À primeira vista, só será necessário monitorar esses dados para garantir a sua veracidade. É comum que anomalias no comportamento de dados gerem novos indicadores analíticos e desdobramentos para a sua tática de marketing.

Os programas mais conhecidos do segmento de Business Intelligence são: Power BI, Google Analytics e Tableau. Esses três são fáceis de manipular e não têm alto custo. O Power BI, por exemplo, disponibiliza uma versão gratuita. Além disso, ele possui integração com diversas plataformas, facilitando a manipulação dos dados.

Adotar a análise preditiva na sua estratégia de marketing digital é primordial para conquistar efetividade, sem investir muito capital nisso. Após conhecer o nosso passo a passo, só depende de você implantar uma gestão analítica e eficiente do seu negócio.

Agora que você já sabe como estar um passo à frente da concorrência, confira a nossa ferramenta de análise e diagnóstico de site!

Entenda como a análise preditiva usa BI para otimizar seu marketing

Entenda como a análise preditiva usa BI para otimizar seu marketing

Junior Venturin Daniel

Formado em Marketing pela Universidade Vila Velha/ES. Trabalha com web desde 1999 e já participou de centenas de projetos digitais. Atualmente, dedica-se a ajudar os clientes a extraírem o máximo das oportunidades da Internet e, sobretudo, a se adaptarem às mudanças impostas pela transformação digital.