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Pequenos negócios investem na presença digital

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Pequenos negócios investem na presença digital

Com popularização de vendas online, pequenas empresas passam a obter mais da metade do seu faturamento através da internet.

A pandemia causada pelo novo coronavírus forçou empresas de todos os segmentos a se reinventar e a encontrar maneiras alternativas de manter o faturamento. Com a rotina do consumidor afetada pelo distanciamento social, a internet tornou-se a principal ferramenta de compra.

Entre os principais afetados pela situação, as pequenas empresas passaram a adquirir a maior parte de seus lucros por meio de vendas online. Segundo a pesquisa “O impacto da pandemia do coronavírus nos pequenos negócios”, realizada pelo Sebrae, em parceria com a Fundação Getúlio Vargas (FGV), a quantidade de empresas que utilizam a internet para vender aumentou 8% em dez meses – de 59%, em maio de 2020, para 67%, em março de 2021.

Esse crescimento se deve, sobretudo, ao fato de que o consumidor, como forma de se adaptar, se tornou mais digital. As mudanças no comportamento criaram uma forte tendência ao C2B – consumer to business, ou seja, uma reversão do B2C, que trata de vendas da empresa para o consumidor –, que se traduz em um comportamento dos modelos de negócio baseado na rotina do consumidor.

Sete em cada dez empresas utilizam a internet, e, segundo a pesquisa, as plataformas mais utilizadas para as vendas online são as redes sociais – ambiente digital que já era muito explorado antes da crise sanitária, mas que agora se tornou um dos aspectos aos quais as estratégias de marketing mais se atentam.

O WhatsApp lidera o ranking das plataformas mais utilizadas pelos pequenos negócios, apresentando uma presença de 84%, sendo seguido pelo Instagram, com 54%, pelo Facebook, com 51%, e por sites próprios, com 23%.

O setor de beleza, que foi um dos mais afetados pela pandemia, também foi um dos que mais investiu nas vendas online e nas plataformas digitais. No período de dez meses analisado pela pesquisa, o setor teve um crescimento considerável na sua presença digital, saltando de 48% para 72%. Essa tendência tem sido acompanhada por muitos outros setores que também foram afetados, como o artesanato e o turismo.

A popularização das redes sociais como plataformas de consumo pode ser explicada pela sua grande possibilidade de interação com o consumidor. As redes sociais se assemelham muito a enormes rodas de conversa, onde todos expõem seus gostos e estilos de vida. Toda empresa que conseguir compreender esse aspecto pode entrar na conversa, introduzindo um assunto – produto – que interesse a todos os participantes.

Além disso, com novas ferramentas de pagamento, como o PIX, e de negociação de envios, como o Melhor Envio, ficou mais confortável fazer compras diretas e a relação com o cliente se tornou mais direta, criando maior possibilidade de fidelização. Com as plataformas digitais e redes sociais, o atendimento ao cliente se tornou personalizado e mais intimista – uma maneira agradável de se fazer negócio.

A tendência é de que essa mudança no comportamento do consumidor e das empresas não só permaneça em alta como também cresça e se desenvolva, introduzindo as próximas gerações a uma era cada vez mais digital.

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