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Fim do Flash: Descubra o que pode mudar com o fim do software da adobe

Fim do Flash: Descubra o que pode mudar com o fim do software da adobe

Fim do Flash: Descubra o que pode mudar com o fim do software da adobe

Em 2017, a Adobe anunciou que encerraria o suporte da tecnologia Flash até 2020. Em comunicado oficial, a companhia disse que irá parar de atualizar o software e incentivar os criadores de conteúdo a migrar para outras plataformas.

Conhecido por reproduzir animações, vídeos, jogos e outros conteúdos interativos na internet, o Flash Player era um velho conhecido, mas que já vinha apresentando muitos problemas nos últimos anos.

De maneira geral, o Adobe Flash Player é um plugin de mídia para navegadores. Quando você vê um vídeo de tinta em pó para parede em um site, tem chances que ele seja reproduzido em Flash, principalmente quando a página é mais antiga.

No entanto, o Flash vem decaindo ao longo dos anos, sendo alvo de diversas críticas.

Mas, o que vai mudar com o fim do software da Adobe? O artigo de hoje trata justamente sobre isso.

Vamos falar mais de como a internet será impactada com o fim do Flash e quais são as alternativas possíveis, especialmente para os criadores de conteúdo.

Achou interessante? Então, acompanhe o post!

Qual era o problema do Flash Player?

Você está lá, navegando em um e-commerce de materiais de construção, vendo um box para banheiro de vidro em uma animação com diversas fotos da estrutura. Provavelmente, isso é um Flash.

Mas, se ele era tão comum assim, por que a Adobe resolveu retirar o software?

Vamos explicar tudo. Afinal, embora a popularidade, o Flash Player já vinha brigando com a internet há um bom tempo.

1- Falta de segurança

Esse é um dos argumentos mais usados para os críticos do Flash Player. É cada vez mais frequente os relatos de vulnerabilidade e falhas no plugin. 

Por conta disso, muitas pessoas já não usavam o plugin há algum tempo.

Entre os principais problemas, destacam-se os Kits Exploit, que são pedaços de software que exploram falhas de segurança e facilitam a entrada de malwares e outros arquivos prejudiciais (além de ser mais fácil a ação de hackers).

Vale ressaltar que o Flash permite que as páginas web rodem scripts complexos, ao mesmo tempo em que o software acessa a memória do seu computador. O resultado pode ser muito negativo, ainda mais se alguém quiser usar isso para o mal.

Isso porque as brechas de segurança do Flash permitem que outras pessoas controlem a sua máquina remotamente. Assim, os invasores podem enviar comandos diretos para o seu computador, sem a sua permissão.

Por isso, vários sites, incluindo blogs de receita de mousse de limão diet, entre outras sobremesas, não usam mais o Flash Player, como forma de garantir a segurança dos visitantes do site.

Apesar da Adobe ter lançado algumas atualizações para corrigir o problema de segurança, nem sempre os usuários baixam as novas versões, o que deixa grande parte das pessoas vulneráveis a ataques que já haviam sido contidos.

2- Alto consumo

Outro ponto problemático do Flash Player diz respeito ao consumo do plugin, visto que ele utiliza muita bateria para rodar os conteúdos. 

Isso pode ser um problema, especialmente em dispositivos móveis, como tablets, celulares e smartphones. O que é bastante incômodo.

Imagine que você está vendo uma animação do funcionamento de um disjuntor para energia solar e, de repente, a sua bateria acaba devido ao consumo do Flash. É uma situação desagradável.

Por conta disso, o Google Chrome criou um filtro para os chamados “conteúdos desnecessários”, onde o usuário pode optar por não exibir o Flash.

A Apple também alegou que o plugin era um dos grandes responsáveis pelos bugs e crashes nos Macs, o que levou a empresa a dispensar o software desde 2010, inclusive para IOS.

Depois de um tempo, os dispositivos com Android também parou de rodar o Flash, sendo possível apenas com a instalação do Adobe AIR.

3- Parou no tempo

O Flash Player parou no tempo. Continuando com a lista de críticas, o plugin não se adaptou bem aos comandos de telas sensíveis ao toque, uma tecnologia que domina os dispositivos móveis e, atualmente, alguns notebooks.

Outro problema diz respeito aos mecanismos de busca. Quando fazemos uma pesquisa no Google, sobre chaveiro de carros antigos, por exemplo, o site conta com diversos robôs que fazem uma varredura na internet.

Páginas com o Flash não costumam ser bem classificadas pelo Google, nem em nenhum outro buscador.

Por causa disso, quem deseja ter um bom rankeamento no Google pode abandonar de vez o Flash Player.

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E quem será afetado com o fim do Flash Player?

O fim do Flash certamente vai modificar algumas coisas na internet, principalmente, os sites que ainda não tinham atualizado às suas plataformas e continuam rodando o plugin para animações, vídeos e fotografias.

Por isso, se você tem uma página na web com Flash, está na hora de procurar algumas alternativas.

Além disso, outro ramo da internet que terá que se adaptar é o de jogos. Afinal, grande parte dos games online são feitos com o software da Adobe.

O Facebook, por exemplo, já informou que segue trabalhando com o Adobe, porém está ao lado de outras plataformas para o desenvolvimento de jogos, como a Apple, Google e Unity.

Mas, acredita-se que o fim do Flash não impactará tão negativamente assim a internet, visto que muitos desenvolvedores e produtores de conteúdo já estavam migrando para outros softwares, devido aos inúmeros problemas do plugin da Adobe.

Quais são as alternativas para substituir o Flash?

Se você tem um site com uma animação de um exaustor eólico industrial rodando em Flash, não se desespere. Saiba que há muitas formas de substituir o software, inclusive com tecnologias mais avançadas.

Entre elas, destacam-se:

  • JavaScript;
  • HTML5;
  • CSS;
  • Adobe Animation.

Abaixo, separamos algumas características de cada uma delas. Confira!

JavaScript

O JavaScript é uma linguagem de programação padronizada e, de forma geral, é baseada em script, daí o nome.

Normalmente, o JavaScript é usado para ir além da informação estática, com conteúdos em 2D/3D, gráficos interativos, animados, entre outros. 

Assim, se você quer construir um 3D do funcionamento de uma barra antipânico BH, o Java pode ser uma boa opção.

A tecnologia é suportada e encontrada na maioria dos atuais navegadores. Uma das grandes vantagens é que não é preciso instalar nada para tê-la rodando na navegação web. Além disso, ela pode ser muito boa para os dispositivos móveis.

Hoje em dia, o JavaScript pode fazer coisas bem complexas, como é o caso do JQuery, uma biblioteca que adiciona efeitos nas animações e conteúdos.

HTML5

O HTML5 é uma evolução do antigo HTML, que já era muito usado na internet. Com essa nova versão, há muitos recursos adicionais, como a inserção de tags, mais autonomia para o desenvolvedor, entre outros.

Uma das grandes vantagens do HTML5 é a facilidade de manipulação dos elementos web, deixando o site muito mais leve e funcional.

Não é à toa que muitos sites comerciais, como as páginas de empresas de manutenção de elevadores, usam essa tecnologia para melhorar a experiência de navegação do usuário, em especial pelos dispositivos móveis.

Além disso, o HTML5 permite a introdução de áudios e vídeos nos sites, sem a necessidade de plugins, o que elimina de vez o uso do Flash Player.

Vale ressaltar que o HTML5 também oferece a possibilidade de armazenamento local, mesmo para aplicações web offline.

CSS

O CSS (Cascading Style Sheets) pode ser usado em conjunto com as utilizado com as linguagens de marcação HTML ou XHTML. 

Ele é o principal responsável pela apresentação visual do site, incluindo o layout, cor do texto, fundo, fonte, espaçamento, ajuste de imagens, entre outros.

Atualmente, essa tecnologia evoluiu bastante, tendo o CSS Animation como um ferramenta poderosa para a substituição do Flash Player.

Adobe Animate

É claro que a Adobe não ia dispensar o Flash, sem oferecer algo aos seus fãs. O chamado Adobe Animate CC® é um software que simula Flash + Edge Animate + JavaScript ao mesmo tempo.

Bastante simples e funcional, a tecnologia se assemelha às outras ferramentas de design, mas é ainda melhor para quem trabalhava com o Flash, já que a interface é praticamente a mesma. 

No entanto, o software promete ser uma alternativa muito mais segura e menos consumista do que o seu antecessor, o Flash, além de oferecer muitos outros recursos aos programadores e desenvolvedores.

Conclusão

Apesar de muitos usuários ainda usarem o Flash Player, o momento agora é conhecer novas ferramentas e tecnologias que possam substituir o plugin.

No começo, pode ser desafiador. Mas, as vantagens irão ser uma recompensa tanto para o usuário quanto para os sites.

Esse texto foi originalmente desenvolvido pela equipe do blog Guia de Investimento, onde você pode encontrar centenas de conteúdos informativos sobre diversos segmentos.